quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Memórias vazias..


É cedo. E eu não sei o por quê de ainda estar acordada. Só sei que não consigo dormir. O sono não vem, e é uma das raras vezes que ele não me acompanha. Estou sozinha. E dói. É que as vezes me bate um desespero; as lágrimas deslizam involuntáriamente pelo meu rosto, sem que eu as possa controlar. E é em momentos assim que me perco em lembranças, pensamentos, sonhos(…) Desejando que fosse uma viagem sem volta. Que pudesse ficar por lá, imaginando momentos bons que nunca acontecerão. Enquanto as coisas ruins ? Bem, elas já passaram (ao menos que eu fique tentando me convencer disso … mesmo que elas continuam passando…) Nesse tempo pessoas vêm e vão, é um ciclo sem fim. E dói, né ? Lembrar de pessoas que não lembram de você. Mesmo aqueles que diziam “para sempre” se foram, como se “para sempre” significasse só “por enquanto”. E acho que significa isso mesmo. Isto é - de fato - ninguem fica para sempre em nossas vidas, sempre tem algo que ás tira de nós. E eu, que já ouvi tanto essas duas palavras, hoje concluo: Para sempre mesmo, só na memória. E por mais que eu saiba disso, não deixo de acreditar que ainda haverá um “para sempre” eterno (…) E essas lembranças, ao mesmo tempo que algumas me torturam, outras me confortam. Algumas apenas entristecem, mas eu gosto de relembrar. Entende ? É como se eu gostasse de sofrer. Sofrer por memórias vazias...

Paloma M.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Poison!


E aí, tenho medo de tudo acabar. A gente não tem nada, eu não tenho nada pra me segurar em você. Mas se eu te perder, corro o risco de me perder. E eu sentiria minha falta. E a sua, talvez. Nada em você é fixo, nada em você é estável. Mas ainda assim, mesmo não tendo nada, você me segura. Você é charmoso, mas é idiota. Você é durão, mas no fundo é fraco. Você não tem nada de admirável. Só a sua cara de pau e o seu senso idiota de humor. Que saco! Eu sempre volto pra você, pra nós. E você erra, você tem medo e você é fraco. Você se nega, você não volta atrás. Você é orgulhoso, você é medroso. Sempre me aponta como se eu fosse covarde, mas você sempre fugiu de mim. De nós. Porque você sempre teve medo de precisar de alguém mais do que você precisa de você. Você sempre teve medo de depender de alguém, porque você sempre fica sem chão quando não tem ninguém. Porque você não sabe ser sozinho, mas também não sabe ser conjunto. Você não se transforma em plural, você só se transforma em poréns. E ainda assim, eu volto pra sua instabilidade. Mesmo sendo absolutamente instável, mesmo não sendo plural. Eu volto pro seu singular. E pra aquele nós que nem sequer existe.