Meu dia amanheceu cinza. Nem me dei o trabalho de levantar com o pé direito -como sempre faço -hoje eu sabia que os dois seriam esquerdo.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Coração Hospedeiro.
Cheguei em casa e me joguei na cama. Sabia que se eu tivesse voltado e olhado para trás, eu iria querer permanecer ali e esquecer todos os nossos erros - como da última vez. Então eu simplesmente encarei a sua face com desgosto e segui porta à fora. E não era para te mostrar o quanto sou forte. Era para mostrar a mim mesma que por mais que eu continue passando horas, dias, semanas, meses pensando e me dedicando a uma pessoa, no fim eu sei que tudo acaba. Não que eu tenha acabado com nós, nunca fui de terminar uma história. É sempre a outra parte que coloca ponto final em tudo onde poderia haver apenas reticências. Já me acostumei com isso. As pessoas chegam, entram no coração e depois partem pelas ruas como se nada tivesse acontecido. Aprendi que encararia a vida assim,sem brilho, pelo menos assim eu não me machucaria.! Virei pro lado, fechei os olhos… E me deu saudade. Puta merda, infelizmente me deu muita saudade...
Paloma M.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
...
Você não podia ter desistido tão fácil. Era para você ter lutado. Era para você ter sido mais forte. Era para o nosso amor ter sido mais forte. Dizem por aí que o amor tudo vence. Mentira. Mentira pura. O amor é só uma palavra de quatro letras que só dá certo para alguns. Para mim ele nunca deu, olha só que novidade, para mim as coisas nunca deram certo mesmo..
Clarissa Corrêa.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Até um breve dia...
Você é aquele tipo de pessoa inconfiável, seus movimentos são joguinhos manipuladores, seus discursos nem se fala. Já faz tempo que parei de guiar minha vida com suas frases de para-choque de caminhão. Fui embora. Agora de uma vez. Sem volta e sem conversa. Voltei para a casa dos meus pais, mas não por muito tempo. Meu antigo quarto virou uma sala de cinema. Talvez eu volte pra Lisboa. Aliás, não te interessa. Não estou dizendo isso porque no fundo te quero ralando joelho pelas ruas atrás de mim. Não dessa vez. Não vem com bombons, não vem com desculpas, não vem com canções. Não vem. Se você tiver a fim de compreender o presente, precisa analisar o passado. Todo ele, dia a dia, cada palavra, seu borderô de atitudes passadas. Dá uma olhada em tudo que você fez e me diz. Viu? A novidade é que o dia que eu sempre prometi que viria, e que você nunca esperou chegar de verdade, veio. Eu cansei. Não sou mais eu. Contou os anos? Quanto tempo esperei por você? Você crescer, você mudar, você mostrar algum remorso. Você tem de querer. Embora eu queira muito, mesmo eu querendo em dobro, não há como querer por você. Só quem enfrenta longas esperas sabe como é o inferno por dentro. Eu sempre falei, um dia alguém tinha de te dizer não. Eu queria que não fosse eu, porque aí eu poderia ficar numa boa e assistir você sofrer, nem que seja calado num canto, mas sofrendo, mostrando algum arrependimento ou qualquer traço humano. Quem sabe eu até enfiaria os dedos ainda com anéis no meio dos seus cabelos e diria que tudo ficaria bem. Agora é tarde, meu anel já se foi, nem os dedos ficaram. Só que você sempre dá um jeito de se safar. Ficar seria tolerar suas mancadas. Você precisa perder pra entender onde errou, que isso que você faz é um erro, um dos feios. Que evitar e não tocar mais no assunto não é perdão ou esquecimento. É sufocar. E eu estava sufocando, morrendo na praia em frente ao mar de rosas que você anunciou, cheia de pétalas grudadas no céu da boca, entupindo os bofes, sem ar, uma vontade constante de regurgitar de volta suas garantias de araque. Partes de mim querem ir embora, partes de mim querem ficar. Ainda não terminei de gostar de você. Mas consegui. Agora fui. Porque comecei isso querendo ser sua companheira, passei a cúmplice das suas maldades, e ficar dessa vez vai me fazer sua comparsa. Não é um “até amanhã”’ nem “até breve” e nem “até mais”. É um “até você mudar” ou “até você não ser mais quem você é”. Até nunca, então.
Gabito.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Sem sentido.
Eu não podia mais continuar com aquilo tudo. Não podia mais continuar ali, aguentando de cabeça erguida, fingindo que nada dóia mesmo que por dentro eu estivesse desgastada e acabada sentimentalmente. Tudo se quebrou. Até quem eu era. Olho-me no espelho e o reflexo que vejo é irreconhecível. Já não sorrio mais como antes. Já não vejo como antes. Eu só tento escrever,mas meus dedos não deixam... Digita,digita,apaga. Esquece. Isso tudo vai passar. Estou sufocada, mas não sou dessas pessoas que ficam dividindo os problemas com segundas pessoas. Gosto de ajudar,mas não de ser ajudada. Odeio que sintam pena de mim. Odeio ainda mais quando eu própria sinto isso. É inevitável. Mesmo tentando descrever o que sinto, nada disso faz sentido.. Meus dedos não me obedecem e minha mente não funciona... Eu continuo escrevendo, mas nada escrevo entre linhas tão terrívelmente vazias e tortas...
Paloma M.
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