quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Conhecidos de uma mesa de bar.





  Conheci um cara semana passada. Gente boa, engraçado, o tipo de pessoa que te faz perguntar “como eu não o conheci antes?”, o tipo de pessoa que te faz ter vontade de ouvir e ouvir todas as histórias que ele tem pra contar, e de aprender tudo o que ele tem pra ensinar. Conheci esse cara semana passada, mas ele já explicou que terá que ir embora daqui a exato três meses quando terminar a faculdade. E estive pensando no quanto sua atitude ao me avisar fora nobre. Pensei também que, não sei, talvez, todos deveriam fazer como ele fez. Já parou para pensar na tranquilidade que seria a sua vida se cada um que entrasse nela preenchesse um tipo de formulário? Perguntas como “quanto tempo pretende ficar?” e “quanto tempo realmente irá ficar?” nos prepararia para as dolorosas partidas. Seria mais fácil, não é? Errado. O cara que conheci vai embora daqui a pouco, quando eu abrir os olhos ele já terá ido embora porque três meses não duram tanto quanto uma madrugada. Ele avisou, me preparou para isso, mas quem disse que serviu para alguma coisa? Ele vai embora, e poderia ser no mesmo dia em que nos conhecemos, eu ainda assim sentiria sua falta. Mas, no fundo não aguento mais essa angústia de guardar sentimento. Quero falar, quero ir lá ao aeroporto e perguntar “Eu Te Amo, e aí? O que vai fazer?...  Mas minutos depois eu desisto, e penso que foi melhor manter segredo, por que o final todos nós já sabemos. Começa com um sorriso, e acaba com lágrimas.

Paloma M.