Conheci um cara semana passada. Gente boa, engraçado, o tipo
de pessoa que te faz perguntar “como eu não o conheci antes?”, o tipo de pessoa
que te faz ter vontade de ouvir e ouvir todas as histórias que ele tem pra
contar, e de aprender tudo o que ele tem pra ensinar. Conheci esse cara semana
passada, mas ele já explicou que terá que ir embora daqui a exato três meses
quando terminar a faculdade. E estive pensando no quanto sua atitude ao me
avisar fora nobre. Pensei também que, não sei, talvez, todos deveriam fazer
como ele fez. Já parou para pensar na tranquilidade que seria a sua vida se
cada um que entrasse nela preenchesse um tipo de formulário? Perguntas como
“quanto tempo pretende ficar?” e “quanto tempo realmente irá ficar?” nos
prepararia para as dolorosas partidas. Seria mais fácil, não é? Errado. O cara
que conheci vai embora daqui a pouco, quando eu abrir os olhos ele já terá ido
embora porque três meses não duram tanto quanto uma madrugada. Ele avisou, me
preparou para isso, mas quem disse que serviu para alguma coisa? Ele vai
embora, e poderia ser no mesmo dia em que nos conhecemos, eu ainda assim
sentiria sua falta. Mas, no fundo não aguento mais essa
angústia de guardar sentimento. Quero falar, quero ir lá ao aeroporto e perguntar
“Eu Te Amo, e aí? O que vai fazer?”... Mas minutos depois
eu desisto, e penso que foi melhor manter segredo, por que o final todos nós já
sabemos. Começa com um sorriso, e acaba com lágrimas.
Paloma M.
