quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Você sempre foi dono dos meus textos de amor..



      
Passei a vida construindo uma imagem de mim que, na verdade, acorrentava e escondia quem eu era. Fugi de qualquer sentimento que pudesse me derrubar, mas o amor encontra você. Tive tanto medo do frio do mundo, que me escondi no calor do meu coração sufocado e sobrevivi durante anos. Por um segundo achei que era feliz, mas quem é? Então o amor me encontrou, e ele era lindo. Ele era aquela coisa tão radiante que de repente, eu não conseguia ser mal humorada e ranzinza, como eu era com o resto do mundo. E foi especial. Invadiu o meu coração e cada pedaço da minha alma. Se dispôs a conhecer cada canto obscuro, e sorriu pra mim. Me ensinou a viver, e me mostrou o prazer de ser plural, e o prazer de saber ser um só –junto com você-. Pegou na minha mão e dançou comigo, me fez flutuar a cada passo e me tirou o chão. Meu coração e o teu dançaram, e a cada passo este amor cresce. Tal dança me deu asas e foi embora como quem diz “aprende a voar”. Fiquei feito criança chorando com o brinquedo na mão porque não consegue fazer o brinquedo funcionar. Sofri tanto porque queria ter dito à ti:
- “Você não sabe que meu coração era um vidrinho vagabundo da 25 de março?”
Era, porque caiu, quebrou, estilhaçou e virou pó, e tudo o que eu pude fazer foi juntar as sobras e me virar com elas. Você voltou, me fez tua como de fato fui e serei, porque não consigo ser singular.
Quando estivermos mais velhos, eu quero olhar pra ti e dizer, sussurrando sem que você escute: “Passei todos os anos escrevendo para a mesma pessoa. E que a gente possa se conhecer de novo, todos os dias. E se apaixonar de novo a cada segundo que o compõe.” 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A felicidade é você;

       


                                  Eu, primeiramente, queria entender essa necessidade que tenho de só conseguir escrever quando estou triste. A meu ver, escrever quando se está feliz deveria ser mais fácil, não? Não! Hoje eu entendi porque só consigo escrever quando estou triste. Na tristeza nós encontramos palavras difíceis para descrever o que estamos sentindo,logo embelezamos o texto e nos cativamos por ele. Por trás do choro, há sempre uma beleza eternizada e obscura em cada lágrimas que cai do rosto, ninguém sabe o motivo real de se estar chorando. Agora, quando feliz. Porque se chora? Chora-se de felicidade e ponto. Não existem argumentos, não tem o que procurar saber. 
                                    Hoje – como todos os outros dias – acordei lembrando que te amava. Logo em seguida me brotou um sorriso no rosto. Lembrar da pessoa maravilhosa que és, e de todo o pouco que já tens feito por mim quando se compara ao tempo em que te quero ter por perto, me fez pensar no por que de não conseguir escrever sobre você e que logo seria sobre a felicidade porque você e felicidade para mim são sinônimas. 
Eu vejo beleza na tristeza e por isso escrevo-a nesses papéis amassados em cima da escrivaninha. Ah, mas quando penso na felicidade... Nenhuma palavra sai, ou quase nada, porque a felicidade verdadeira é algo que eu nunca tinha experimentado antes e é difícil escrever sobre algo que lhe faz tão bem, porque mesmo com todas as palavras existentes, sempre lhe faltará um turbilhão para conseguir descrever o que ela significa verdadeiramente..


Paloma M.