Sabe o que tem me assustado ultimamente? A forma como as pessoas morrem de preguiça de conhecer outra pessoa... Elas já chegam com aquela frase clichê do tipo "E aí, o que você acha que eu não vou gostar em você?". Parece que hoje em dia, as pessoas perderam aquela vontade de ir se conhecendo aos poucos, já querem tudo mastigado em mãos, querendo encontrar um amor
na velocidade da luz. E aí da nisso: "me conta o que eu vou gostar e o que eu não vou gostar em você pra agilizar o processo?".
As pessoas perderam a capacidade de entender que, ás vezes, o que não é qualidade para uns é exatamente o que provoca borboletas no estômago para outros. Porque perfeição não existe, relacionamentos não são como uma equação matemática de adição de qualidades. Muitas vezes os "defeitos" que vemos no outro, são justamente as características que nos encantam, por serem diferentes da gente ou incomuns. Lembro-me uma vez de ter ouvido a seguinte frase: "Ela tem um mau humor tão bonitinho!". É uma demonstração de amor indireta, cujas palavras escolhidas denotam uma paixão que não faz questão de se esconder e transborda por entre os vãos dos dedos porque é típica de alguém que está sedado de dopamina, como só os apaixonados ficam. Afinal, que tipo de mau humor pode ser "bonitinho"? Imagino alguém com aquele bode matinal de uma segunda-feira, que se esconde atrás do café e óculos escuro e amaldiçoa qualquer pessoa que cruze o seu caminho por ter tido de deixar sua cama ás 7h da manhã, pegar um bus lotado e fazer mais duas baldeações até chegar no seu trabalho [de merda]. Quem pode achar alguém com esse nível de mau humor bonitinho? Quem em sã consciência faria isso? Ninguém. Só um alguém chapado de muito amor.
na velocidade da luz. E aí da nisso: "me conta o que eu vou gostar e o que eu não vou gostar em você pra agilizar o processo?".
As pessoas perderam a capacidade de entender que, ás vezes, o que não é qualidade para uns é exatamente o que provoca borboletas no estômago para outros. Porque perfeição não existe, relacionamentos não são como uma equação matemática de adição de qualidades. Muitas vezes os "defeitos" que vemos no outro, são justamente as características que nos encantam, por serem diferentes da gente ou incomuns. Lembro-me uma vez de ter ouvido a seguinte frase: "Ela tem um mau humor tão bonitinho!". É uma demonstração de amor indireta, cujas palavras escolhidas denotam uma paixão que não faz questão de se esconder e transborda por entre os vãos dos dedos porque é típica de alguém que está sedado de dopamina, como só os apaixonados ficam. Afinal, que tipo de mau humor pode ser "bonitinho"? Imagino alguém com aquele bode matinal de uma segunda-feira, que se esconde atrás do café e óculos escuro e amaldiçoa qualquer pessoa que cruze o seu caminho por ter tido de deixar sua cama ás 7h da manhã, pegar um bus lotado e fazer mais duas baldeações até chegar no seu trabalho [de merda]. Quem pode achar alguém com esse nível de mau humor bonitinho? Quem em sã consciência faria isso? Ninguém. Só um alguém chapado de muito amor.
Abraçar os defeitos do outro é um sinal de amor sincero. Porque é muito fácil abandonar o barco, tacar tudo pro alto e dizer que a culpa do relacionamento ter sido frustado estava na outra pessoa. É fácil ficar preso na superficialidade de dispensar alguém porque tem mais mil e uma pessoas que você pode fazer a típica pergunta: "E aí, o que você acha que eu não vou gostar em você?" e achar alguém que diga: "Nada!" ou que preencha toda as suas lacunas de formulário "Namorada Perfeita". É, meu caro, ninguém disse que o amor seria fácil. Apenas que valeria a pena.