Oi mãe, tudo bem? Eu sou sua filha, a menina que você convive a 17 anos e que não a conhece direito. Queria convida-lá a abrir algumas portas comigo, quero te mostrar coisas que a senhora nem desconfia.
Essa é aprimeira porta, eu tinha 8 anos, desde já mãe, eu tinha uma imaginação muito fértil, quando eu caminhava com você pelas ruas daquela cidadizinha eu ja criava cenas na minha cabeça, olhava as pessoas e procurava ver o que elas sentiam, procurava saber o que elas pensavam, criava cenas na minha cabeça com elas, imaginava fazer elas felizes… Mãe, eu sempre gostei disso, de imaginar como aquela pessoa seria feliz, a senhora nunca conheceu esse meu lado sensível.
Vamos mãe, adiante.. Essa é a segunda porta, eu tinha uns dez anos e já comecei a descobrir o amor, é mãe o amor, não se assuste por favor, estou me mostrando… calma. É como já havia dito, estava conhecendo o amor, era apaixonadinha por um menino da minha escola, mas não era amor de namorar não mãe, eu só gostava do jeito que ele gostava de mim, me achava bonita… É mãe, desde cedo fui muito carente, aliás deixa eu te contar uma coisa… eu sempre me senti sozinha, sozinha empensamento… Nunca achei alguém que fosse parecido comigo.
Vamos mãe, a estrada é longa, vamos abrir a terceira porta… Essa sou eu, tenho 13/14 anos, epóca dificil essa viu, sim mãe eu era imatura, eu não tinha cabeça, olhando de hoje eu vejo o quanto eu errei, mas o quanto aprendi… Início da minha adolescência, os hormonios pulando, começo a andar com pessoas não tão certas assim, começo a olhar os garotos… os homens… Mãe, nunca senti uma certa confiança pra lhe falar as coisas, desculpa, mas eu nunca senti… talvez… se a senhora tivesse falado comigo antes, me dito que nessa epóca a cabeça e o coração ficam confusos… é quem sabe… Não mãe, não fique brava comigo, todas as vezes que a senhora conversou comigo, acredite, eu aprendi. Mas eu sempre fui assim, desde pequena, aprendo só com dores… e estas eu já senti um bucado.
Avante, chegamos na quarta porta, abra ,pode abrir. Esta ai, uma menina de 15 mas com cabeça de 20. É não parece, eu sei. Essa ai continua mentindo a respeito de coração, pensava ela: ‘pra que falar?, ela não vai enteder.’ Imaturidade ainda? É, acho que sim… mas será? Ah mãe, esqueci de te contar, essa sua filha é de uma insegurança tremenda… Medo do mundo, medo de se machucar, medo de sentir dor, mas do que sente com as dores do mundo. Essa menina que está vendo ai nessa porta, ela está virando uma mulher, apredendo com as dores do coração e observando o outro. Ei mãe, muitas vezes a senhora reclamou, achando ela uma ignorância não, ôh mãe… mal sabe a senhora que ela só estava triste, precisando se isolar…
Vamos, vamos abrir a quinta porta. Esta ai, uma menina-mulher que aprendeu tanto com o mundo, está ai uma menina prestes a receber uma responsabilidade imensa. Casa, irmão, cachorro, estudos, amigos, dores de amigos… Isso tudo a sobrecarregava, essa ai mais madura que nunca aprende tanto, a todo segundo. Essa ai é aquela que todos que a conhece, mesmo que não tenha nenhum grau de amizade, pede conselhos, ela que diz tanto a verdade ás pessoas mente pra senhora, mente por medo… medo de não entede-la, medo de que a conheça e a jugue…. É essa ai que com a sua aprendizagem tão precoce do tal amor sabe muito bem não cair nas suas armadilhas, essa que - modestia a parte - tem um coração imenso, esta que sente as dores do mundo mas que de vez em quando, quando se sente sozinha, sente suas dores também. Esta aí, a menina da quinta porta que se apaixonou, essa menina madura, corpo de menina e cabeça de mulher, esta aí a menina que continua mentindo sobre seu coração por medo, sempre medo. Esta ai a menina que queria se apresentar pra senhora, esta ai a menina que tem sim suas qualidades e valores - mas de defeitos imensos. Esta ai… essa que te ama e te admira mas que queria ser - de verdade - sua amiga. Esta ai a menina que pede desculpas por todas as decepções - que não foram poucas; Ela esta aí, aqui… Prazer Mãe.
(VerdadesDitas)

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