segunda-feira, 10 de março de 2014

Você é o meu livro predileto.


  

          As pessoas sempre procuram a forma mais perfeita possível de começar algo. Sempre esperam aqueles fantasiosos fatos Hollywoodianos para um começo. Algo que por vezes – muitas delas – acabam as frustrando com a imperfeição da realidade. E isso me faz pensar no que aconteceu nesse tempo. Foi Certo? Errado? Bom, foi bom e isso que importa. E sempre será. O futuro é incerto, diria eu, um cético quanto a fatos aleatórios como o destino. Mas não minto que torço sempre pra que se ele de fato existir, que esteja em algum lugar olhando por nós. Trilhando um caminho paralelo para nós dois, duas retas paralelas que se unem nesse horizonte infinito e por ele segue até a um ponto em que os olhos não mais alcançam. E o que tem depois desse ponto a gente vai descobrir quando chegar la. Hoje eu procuro pensar no “agora”. O que vai ser depois deixa pra la, que depois a gente pensa. Uma coisa de cada vez. Se eu for procurar em meus arquivos, encontrarei algo como “as coisas acontecem quando e como elas têm que acontecer”, pois bem. Não quero atropelar o tempo, nem adiantar algo que tem um espaço de tempo estabelecido para acontecer. Felicidade. E sei que eu gostaria de ter conhecido-a antes, mas antes... bom, o antes já passou e estamos no agora, que em um tempo curto fará parte do antes e não será mais tão tangível assim. O que eu sei é que eu quero o “aqui” e “agora”. E sei que nem tudo é como eu quero. Mas não me entristeço pois sei que a cada grão de areia que cai de um lado para o outro da ampulheta é como o sentimento que guardo por ti que só aumenta, enquanto do outro lado não acaba, pois Amor é infinito e duradouro pelo o que eu me lembro e pelo o que você me faz lembrar. E me lembro tão bem quanto o frio da barriga que me consumiu logo quando dei por mim que você estava ali. E eu te vi. Você não era só mais um na multidão. Não, não mesmo. Ao menos para mim, não. A sensação não foi comum, eu confesso, mas foi boa e apesar de indescritível, eu posso te dizer que foi como se eu quisesse ficar parada ali te olhando por horas e horas. Quando então eu pude conversar melhor e tocar você.. Ali eu acreditei que você fosse real e o único receio que tive foi o de estar sonhando e aquelas pessoas fazerem um barulho que me acordasse e acabasse com tudo aquilo. Bom, se fosse uma fantasia, que fosse eterna pelo menos. “- Se acordasse em um sonho de que não pudesse acordar como distinguiria o real do sonho?” bom, seria então a minha realidade, pra sempre e pra sempre e pra sempre. E sabe, eu me acostumaria e assinaria o contrato vitalício da felicidade com você do meu lado. E poxa, eu tenho tanto, mas tanto pra aprender sobre você. Egoistamente me vi como uma criança sedenta por sabedoria que ganha um dicionário e o tenta compreender do começo ao fim. Começando com o prefácio e sem pressa de chegar ao ultimo verbete daquele livro. Para ele, seriam suas férias. E pra mim também. Então te quero aqui para que página à página eu possa te ler, te entender e te decorar em mim. “- Se eu pudesse, eu ficaria te beijando o dia inteiro” e decoraria os traços do seu rosto com o simples toque dos lábios. Sem pressa. Você seria minha enciclopédia e eu a leitora fiel, que vinte e quatro horas por dia dedicar-se-ia à ler e reler mais devagar caso chegasse ao fim muito cedo. Pelo livro, ele não sentiria curiosidade... seria amor mesmo, não aquele de Hollywood, mas esse que há aqui. Entre nós. Para sempre.

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