quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O descrever do teu corpo.

Naquele momento, meu bem, eu amei até suas artérias. Amei seus pulmões e o fato de poder dividir com eles o ar dos meus. Naquele momento eu amei cada póro seu. Cada fita de DNA que formava aqueles teus olhos castanhos tão pequenos. Eu amei até as veias azuladas do seu pulso e o barulho da sua respiração. Te olhei e me peguei amando as pintinhas do seu rosto, naquele momento. E neste. E no próximo. Porque em todos eles sempre encontrarei mais um detalhe para eu amar. A bagunça dos teus cabelos. As pintinhas das costas. Eu amei até seus ossos! Aquele que vai do ombro ao pescoço. O que contorna o tornozelo. A coluna vertebral inteira. Amei as rugas da sua testa quando franziu o cenho. Amei até o seu cerrar de mandíbula! O contraste da tua sobrancelha escura na pele branca. Naquele momento, eu amei cada uma das tuas células. E então eu soube. Não só soube, como tive certeza, e provei aos meus sistemas e anti-corpos, que era ali, perto do seu corpo que eu gostaria de ficar para sempre.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Quando imagino uma vida sem você.

         Hoje é mais uma das noites em que deito minha cabeça no travesseiro e penso como posso me entregar tão completamente à ele, assim, de mão beijada. É entregar tudo, desde os meus defeitos até meus fios de cabelo que ás vezes ficam presos naquela camiseta dele que eu tanto gosto. E aí eu me pergunto - Mas Deus, e se isso tudo um dia termina, como é que eu fico? 
Não consigo mais imaginar minha rotina sem ele. Não consigo imaginar como seria ter uma vida inteira ainda pela frente sem ter aqueles olhos fixados em mim enquanto eu fico envergonhada e pensando no que é que ele está pensando. Alguém por favor me explica como é que tem gente que consegue viver sem quem ama? Não consigo imaginar como seria viver sem aquele abraço, aquele cheiro, aquele corpo entrelaçado ao meu...
Fico imaginando como seria se ele virasse as costas e fosse embora e quando o imagino batendo a porta sem sequer olhar pra trás, sobe um calafrio pelo meu corpo.
Mais uma vez digo que não consigo me imaginar sem ele e Deus queira que fique só na imaginação que nem se concretiza.