terça-feira, 22 de maio de 2012


Hoje eu acordei mais cedo que o normal. É final de semana; sábado pra ser mais exata, e todo mundo acorda tarde, mas eu não. Eu não consigo. Tem uma padaria do lado da minha casa, antes dela voltar a funcionar eu dormia como um bebê, até as 3h da tarde. Ou o bebê cresceu ou eles que me atentam demais mesmo. Uns pedreiros que estão trabalhando aqui perto, na construção de uma ponte tomam café lá, às 7h. Isso mesmo, às 7h da manhã. Eu consigo enrolar na cama até às 8h e pouquinho. Me dá agonia ficar deitada olhando pro teto sem ter nada pra fazer. Eu tinha curso de inglês à tarde, e eu sou muito lerda. Minha mãe diz que nunca viu alguém tão lesma quanto eu. Corri pra cozinha e me deparo com o meu tio na varanda, como sempre, fofocando. Falando da minha vida, e essas coisas que os parentes fazem. “É, esses dias eu vi a Mariana lá no terminal de ônibus, estava abraçada com um garoto…” — Mariana sou eu, prazer. Minha mãe me olhou séria, deu um riso meio baixo meio alto. — “É Jorge, já falei pra ela, quem fica com todo mundo acaba sem ninguém!” — Eu que costumo sempre ficar calada, retruquei. “Com todo mundo, com to-do mundo, mãe? Você não escutou o que ele disse? Eu estava abraçada. Eu não estava beijando, nem pegando, alisando ou algo do tipo. Eu estava a-bra-ça-da.!” Virei as costas e empurrei a cadeira em que eu ia me sentar na direção da porta. Ouvi o riso sem graça do meu tio e minha mãe dizendo o quanto eu andava “estressadinha” ultimamente. Desisti do meu pão com presunto e água. É, eu detesto refrigerante, café, suco e esse tipo de coisa. Fui pro banho, a água estava gelada pra caralho, era um dia frio e o chuveiro já não está lá essas coisas. Terminando aquele gelado banho fui pro meu quarto, me arrumei de uma vez e fiz o que eu tinha que fazer, sem atrasos. Tinha me atrasado o mês todo, mais um e talvez eu perdesse a bolsa. Não que minha mãe não tivesse dinheiro pra pagar um curso de inglês, eu é que nunca tive vontade mesmo. Me viro muito bem com meu “i love you”. Mas, como diz minha mãe, burro dado não se olha os dentes. Resolvi fazer o tal curso, e já tenho feito por uns dois meses, senão me engano. Mexi um pouco na internet, sei lá, ultimamente ela tem estado um porre, chata demais mesmo. Nada de novo, mas eu nunca consigo sair dela. Entrei no site do curso e vi que tinha um novo aluno na minha sala. Marcelo Ricardo. Nossa, que nome. Nunca gostei muito desses nomes compostos. Pra menina até vai; Maria Luiza, Anna Laura… Agora, Marcelo Ricardo? Foi uma junção da vontade dos pais ou pura breguice mesmo? Enfim, eu não estava muito anciosa pra conhecer o menino do nome estranho. Na verdade, não tenho estado anciosa pra conhecer ninguém.
Cheguei atrasada, mas não a ponto de levar falta na primeira aula. Sentei, coloquei a mochila na carteira do lado e olhei para o professor chatinho com pinta de padre. Sério, ele usava calça social, uma blusa muito feinha por dentro da calça e um cinto que me parecia ser bem velho. De mil novecentos e minha vó ainda tinha peitinho duro, sabe. Sem ofensas, mas pra mim ele sempre pareceu seminarista ou algo do tipo. Ele pegou o livro, e pediu que abríssemos na página 36. Nessa hora eu prestei atenção na mão dele, nunca havia reparado, mas choquei ao ver uma aliança. Uma aliança, sério? Na mão do professor padre, seminarista ou sei lá o quê? Ele é bem esquisito. É um daqueles caras que a gente olha e pensa “que mulher teria coragem de transar com ele?” Ele bateu com a mão na minha mesa. “Dá pra parar de ficar sonhando acordada e abrir o livro?” “É claro que dá, se o senhor esperasse um segundo. É que eu acabei de chegar né…” “É, percebi. Atrasada como sempre. Esses bolsistas acham que podem chegar a hora que querem, quero ver chegar à algum lugar se perder essa bolsa.” Me coloquei na posição de estressadinha, novamente. Fechei a cara e franzi a testa, olhei pro lado como quem quer dizer “foda-se, nem queria estar aqui mesmo”. Ouvi uma risadinha estranha vindo do meu lado direito, hesitei um pouco em olhar, então virei meus olhos aos pouquinhos. O garoto olhava pra mim e ria. Não sei se era do professor, da minha testa franzida ou dos meus olhos, mas ele ria. Ele usava óculos e tinha os dentes da frente bem separadinhos. Mas não era de todo feio; com a boca fechada pelo menos. Eu o encarei, e procurei fechar mais ainda a minha cara já muito fechada. Fiquei com medo de fechar demais e depois não conseguir abrir. Porque é o que minha mãe diz, quando a gente chora demais, esquece de como é sorrir… Bom, deixando as filosofias da minha mãe pra lá e voltando ao tal garoto e o meu professor. O professor fez a chamada, e adivinha quem levantou a mão ao ouvir Marcelo Ricardo? Ele. Exatamente! Olhei pro teto sem acreditar. O menino do nome esquisito e risadinha mais esquisita ainda já tinha uma história comigo. Uma história de três minutos. Uma história de risada, cara fechada e testa enrugada.
A aula até que passou rápido, e eu estava louca pra ir pra casa e ver o último episódio de The Vampire Diaries. Pra mim Elena (a “mocinha” da trama) ia se decidir de vez com quem ficar. Pro meu desgosto, ela deixou a resposta meio que… No ar. O jeito é ver esses seriados mesmo, já que minha vida é tão pouco agitada. Nunca que dois caras. Dois caras super gatos se apaixonariam por mim. Irmãos, ainda por cima. O único garoto que realmente me dá mole é meu vizinho, Otávio. E ele não tem nada de gato. Cabelo meio oleoso e muitas marcas de espinha no rosto. Ele é legal, só que… Sei lá. Mas eu também não posso exigir muito, não tenho nada de mocinha.
Peguei minhas coisas e saí do curso, ficava em um prédio grande, mas eu sempre ia de escadas. O tal garoto veio atrás de mim. “Ei, qual é o seu nome?” — Continuei descendo, não abri a boca. — “Tá, você é difícil e emburradinha. Disso eu já sei. Mas eu sou insistente, então posso ficar te seguindo o dia todo.” “Mariana. Meu nome é Mariana” “Ah tá, prazer Mari, eu sou Marcelo!” “Não, não sou Mari pra você. Sou Mariana. E, se me der licença, Marcelo, eu preciso ir.” — Eu tremia. Juro, não consigo explicar o porquê, mas esse garoto causava alguma coisa em mim, sabe? Os garotos não costumam se interessar por mim ou puxar algum assunto. As pessoas não são insistentes comigo; ele foi. — “Olha só Mariana, vamos fazer assim. Você dá uma voltinha comigo no parque, hoje. Coisa de 15 minutos, pode ser? De qualquer jeito nós vamos nos ver sempre no curso e eu tenho que passar lá pra comprar pipoca na barraquinha preferida da minha irmã.” — Eu pensei por 12 segundos (sim eu contei), e… — “Tá, tudo bem. Não tenho nada de importante pra fazer mesmo.” “A não ser ver um daqueles seriados idiotas né? Aposto. Minha irmã passa a tarde toda vendo. É um saco.” — Mas… Como? Nessa hora pensei em perguntar se ele era vidente ou algo do tipo. Mas ele disse que era um saco, e eu queria impressioná-lo de alguma forma. Não queria ser “um saco” pra ele. — “É. Um saco!” — Concordei dando um sorriso amarelo.
E lá estávamos nós, no tal parque. Comendo pipoca e jogando conversa fora. Ai, Deus, eu me diverti muito. Nunca havia me divertido tanto, eu acho. Nós vimos um casal de velhinhos juntos, e eu imaginei nós dois naquela mesma situação. Eu não sabia o que ele pensava no momento, eu pelo contrário dele, talvez, não fosse vidente. Vimos uma criança linda, do tipo que a gente olha e pensa “ah, quando crescer…” Mas, sem malícia, só por pensar o quanto mais linda ainda ela pode ficar. Eu gostava de tudo aquilo. Da nossa diferença toda, gostava da pipoca e do jeito que ele olhava pra mim. Ele também gostava. Do meu cabelo mal cortado, do meu esmalte descascando e da minha orelha, meio de abano. Horas e horas se passavam, e esse era o tipo de sonho do qual eu não queria acordar. O celular dele tocou, era a irmã, preocupada com o atraso. E nessa hora eu tive uma crise de risos. O toque era “Fogo de Palha”, do Mc Buchecha. Ele riu também. “Por que está rindo?” “O toque… O toque do seu celular” “Você não gosta de funk?” “Absolutamente não. Sei lá, já experimentou escutar rap, ou reggae?” — Ele ri novamente, e coloca meu cabelo atrás da orelha, pra continuar admirando aquela minha risada boba. — “Ah, esse tipo de música não é muito a minha praia. Gosto de música que me anime!” “Funk não é música!” “Cala a boca.” — Nós continuávamos rindo, nossos ouvidos agradeciam por aquelas gargalhadas gostosas, que a gente ouve e fica querendo mais. Daí ele resolveu me ligar pra ouvir o meu toque. Eu coloquei o celular na mão e esperei. “O que é isso?” “Tupac…” “Isso é o quê, de comer?” “Ah tá, falou o garoto em que o toque do celular dele é de um cara em que o nome profissional é uma parte do corpo. Buchecha. Sério? Faça-me o favor…” E nós poderíamos continuar a tarde, a noite, a madrugada toda e talvez até por dias naquele vai e vem de conversas, falando sobre nosso inglês xulo ou da incompatibilidade musical.
E ele começou a ouvir Projota e cantava Chuva de Novembro quando eu deitava no colo dele no sofá pra cochilar. Eu acordava ouvindo 107FM, e já cantava “atoladinha” no chuveiro. Nós vivemos um romance de filme. Deus escolheu o roteiro perfeito pra nós. Ou então de um livro, talvez um escritor famoso estivesse escrevendo toda a nossa vida. Eu encontrei aquele amor torto, mas que se encaixa perfeitamente no meu amor nada certo também. Eu encontrei o que todo mundo procura, mas não faz idéia de onde encontrar. É… Por cinco meses eu fui feliz, eu fui feliz pra porra. Eu que sempre odiei nomes compostos ganhei uma gatinha, que pus o nome de Maria Guilhermina. Passei a pedir pra minha mãe comprar refrigerante pra mim, aquele… Dolly, sabe qual é? E ela sempre me questionava o porque desse gostar repentino de refrigerante de marca barata, mas não ousava contar que era porque era o preferido dele… Todo sábado de manhã, quando eu ainda acordo super atrasada, com a barulheira na padaria e minha mãe e meu tio falando de mim na varanda, eu vou no meu computador e olho. Não o site do meu curso de inglês. Eu olho aquela foto; eu com a testa franzida e ele me olhando e sorrindo, com os dentinhos separados, que hoje, fazem uma falta danada pra mim.


Paloma M.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Por favor,vai e não volta mais..


"E pela primeira vez, não doeu deixar você ir. A pausa foi longa, você encostou na soleira da porta e disse “adeus”. Foi quase um sussurro surdo, foi um aceno imóvel com os lábios, a cabeça e a mão. E eu apenas acenei, exatamente como um “até mais”. É, até mais. Até mais tarde, até depois. Depois de uns dias, uns meses, uns anos, depois de um tempo, depois da vida. Sei lá, até depois. Até quando você crescer. Até qualquer dia, qualquer hora. Não doeu te ver virar as costas, bater a porta. Não doeu. Eu apenas me virei e voltei a olhar a distância da lua pela janela. A quantidade de passos que eu teria que dar dali até a lanchonete mais próxima. Eu estava faminta. E pela primeira vez, não de você. Não do seu cheiro, do seu gosto, do seu ego, do seu beijo, da sua carícia ou da sua carência, muito menos da sua incoerência ou indecisão. Eu estava faminta de fome, meu estômago vazio quase me motivou a sair dali e andar pela garoa da noite fria. Mas eu nem queria o frio, eu nem queria você por perto pra me aquecer. Eu não queria. Não mais. Eu não fazia nem questão de pensar em você, porque pensar em você cansa e enjoa, e me faz ver o quanto foi útil o tempo que eu perdi te pedindo para ficar. Agora vai mesmo. Sou eu que não te quer mais aqui. Vai e leva sua bagagem, seus pertences, sua cabeça vazia, seu cheiro de marmanjo de esquina, seu ego extra, sua boca suave e seu jeito fraco e insensível. Você só me motiva a ver o ruim da vida e eu cansei de ver tudo pelo lado ruim. De ruim já basta você. Vai e me deixa aqui sem você, porque a vida sem você é mais clara, mais óbvia, mais viva. A vida sem você é um passo ao paraíso e é justamente o passo que você atrasa. Eu cansei das suas neuroses, do seu medo, da sua falta de fé. Da sua coragem excessiva para as coisas ruins da vida e de ser só uma segunda opção. Cansei de carregar o peso da sua confusão nas costas e ainda sim sentir que estou incomodando você a entrar no quarto da primeira loira mesquinha que você encontrar na rua. Entra no quarto, na vida… e onde você quiser. Entra e se quiser eu até abro a porta. Abro a porta do quarto dela pra você entrar e a porta minha vida pra você sair. Porque a única coisa que eu quero de você agora, é que esse adeus tenha sido de verdade. Não como aqueles que você deu numa mensagem no celular ou depois de passar a noite comigo e querer dar uma volta na praça pra tragar mais um cigarro. E não volta, porque eu sou bem melhor sem você aqui. Não volta porque “até mais” foi quase um “tarde demais para você”.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Talvez um dia isso me faça falta...


Talvez você não saiba como é difícil ficar olhando para um teclado e não saber o que escrever. É falta de você. Eu estou sentindo uma falta absurda de você. Eu sei, sempre me dei bem com a tristeza. Ela é, realmente, inspiradora. Mas dessa vez está doendo tanto, tanto, tanto, que eu já nem sinto mais vontade de escrever nada. A dor é tanta que, como dizem por aí, criou anestésico próprio. E este anestésico me fez ficar sem ideias. Porque eu já não sei mais se escrevo sobre saudade, esquecimento, superação ou, simplesmente, amor. Porque tudo que eu escrevo é sobre você e isso está cansando quem lê. E eu leio. Querido, você está me cansando. Porque eu acordo contigo em mente, pensando no que deveria ter te dito na noite anterior. Eu vou pra escola contigo em mente, pensando que você poderia me mandar uma mensagem só para desejar que eu tenha um bom dia. Eu almoço contigo em mente, pensando na mensagem que você não mandou. Eu trabalho contigo em mente, pensando se devo ceder - pela trilionésima vez - e te procurar. Eu volto pra casa contigo em mente, pensando na merda que fiz ao dar ouvidos para o coração e te procurar. Eu janto contigo em mente, pensando no quão estúpido você foi comigo durante toda a tarde. E eu vou dormir contigo em mente, implorando para que todos os anjos sejam bons e me livrem de você. Porque, garoto, você me faz mal. Você me faz mal pra caralho! E eu continuo te amando. Porque sou boba. Sou sua. Sou inteiramente sua. Eu chego até a ter medo, caso um dia eu deixe de ser. Porque eu me acostumei tanto com essa dorzinha idiota que, quando eu te superar, talvez ela faça falta. Ou melhor, talvez a ausência dela seja incômoda, perturbante, não sei. Talvez eu não saiba o que fazer com essa ausência, é isso. Porque essa dorzinha idiota já está aqui há tanto tempo, me acompanhando nas tardes chuvosas, nas madrugadas frias, nos filmes melodramáticos, nos livros amanteigados, e nas músicas tristes, que talvez quando ela for embora, eu fique quase sem rumo. Porque a dor ir embora, significa você ir embora. E sem você eu fico sem rumo, mesmo não devendo, mesmo me sentindo uma idiota por isso, mesmo sabendo que te amo e não sou amada na mesma intensidade. Querendo ou não, eu me acostumei com seu mau humor, sua estupidez, sua frieza, sua ironia, seu fanatismo por futebol, suas piadas sem graça, sua antipatia pelo meu melhor amigo, sua ridícula homofobia, seu jeito meigo de dizer que sou boba, seu silêncio no telefone. Eu me acostumei com você. Porque gente idiota e apaixonada é assim: sempre se acostuma com coisa ruim. 

                                                                                                                       Paloma M.


terça-feira, 15 de maio de 2012

Carta para a melhor amiga.


“ Oi,eai como esta aí em cima? Esta bem não é mesmo? Impossível não estar. Então, não sei muito bem o porque que estou escrevendo esta carta, afinal você não vai poder lê-la. Sabe vó, aqui mudou tanto quando você partiu. A família se afastou de vez, raramente passamos os natais juntos. Mas bem lá no fundo eu não me importo com isto, afinal você era o único motivo deu ir a todos os natais. Vejo nossas fotos juntas e me da um aperto no coração. Lembro perfeitamente de todos os momentos que passamos juntas, de todos os filmes de terror, de todas as piadas sem graça que a senhora me contava quando eu tropeçava e caia. Lembro de quando perdi o meu cachorro e você foi a única que me fez sorrir. Na verdade foi a única que foi conversar comigo. Lembro de quando você tentou me ensinar a costurar. Foram anos e anos tentando aprender, mas você deve toda a paciência do mundo comigo. Era você que me ajudava a fugir dos castigos. Lembro de quando me mandava dormir de tarde ao seu lado,por que criança tinha que dormir de tarde para repor as energias. Lembro quando você me chamava para assistir chaves ou castelo ra-tim-bum. Facavámos rindo por horas e por mais que a senhora já tivesse assistido aquele episódio umas duzentas vezes, a senhora sempre ria comigo. Incrivél como nunca houve nenhuma ~briga~ entre nós, e é por isso que só tenho boas lembranças de você. Talvez você não saiba disto, mas quando recebi a noticia que a senhora tinha falecido eu não chorei, lembrei de quando você me dizia que nunca era pra chorar na frente da minha mãe e de ninguém, que era pra mostrar que eu não me abalava, que era forte. Mas infelizmente eu não aguentei as lágrimas por muito tempo, não chorei na frente da minha mãe, mas assim que pisei no chão do quarto lágrimas escorreram pelo meu rosto, senti uma dor sem tamanho. Por isto, peço-lhe desculpas. Desculpa por não ter sido forte como você foi. Hoje vejo o quanto deveria ter te agradecido por tudo que fizestes por mim,que deveria ter agradecido enquanto você estava aqui entre nós. Gostaria de ter te olhado nos olhos e dizer que lhe amava, gostaria de te agradecer e de pedir perdão por qualquer coisa errada qeu eu fiz, mas infelizmente isso não foi possível, desculpe. Vó, nunca pensei que sentiria tanta dor, que sentiria tanta falta de alguém como eu sinto hoje de você. Já se passaram 4 anos que você se foi, muitas pessoas já superaram, mas eu não consigo, talvez porque você era a única que me entendia nesta família. Eu sei que esta carta não vai te trazer de volta para mim, mas vou me sentir melhor depois de ter dito com estas palavras o quanto você era e continua sendo importante para mim. Ah e mais uma coisa, eu te amo,muito

Paloma M.