quarta-feira, 7 de novembro de 2012


Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo; Aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. Dilacerando tristezas, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um novo mundo. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos e ilumina o corredor por onde passo todos os dias. Então Deus, por favor, guarda ele pra mim? Se for para o meu bem e se for da tua vontade, conspira a favor da gente. Faz nossos caminhos se cruzarem, nossas mãos se entrelaçarem, nossas conversas se encaixarem, porque desde o primeiro dia que o vi eu decidi que ele seria meu, não sei bem o que eu senti na hora, só sei que foi algo diferente, algo que não pode ser desperdiçado.
(...) Imagino-me vivendo com ele daqui alguns anos. Seria muito engraçado vê-lo acordar com os cabelos bagunçados e com os olhos ainda pequenos por causa da claridade. Imagino como será gostoso ver ele se espreguiçando, enquanto já estou pelo caminho trazendo nosso café-da-manhã. Pão amanteigado, leite e mel. Depois pegaríamos folga dos nossos trabalhos e passaríamos a tarde inteira deitados no sofá assistindo a qualquer seriado/filme que estiver passando na TV. De noite iríamos passear com os cachorros numa praça e tomaríamos sorvete. Voltaríamos exaustos. Mas, não exaustos de amor. Não, isso nunca passaria pela minha cabeça! Sempre iríamos ter sede um do outro. Abraçaríamos-nos e nos beijaríamos embaixo de um luar. Seus olhos brilhariam tanto quanto os meus; E sem sequer uma palavra, saberíamos o quê um gostaria de estar dizendo para o outro: “Com você a minha vida tem mais graça. Obrigada por pintar o meu mundo com tintas aquarelas.”

Paloma M.

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